AVISO

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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO!



Mais um ano a terminar
Mais um ciclo que sai de cena
Resta agora ponderar
Se tudo valeu a pena

Para o novo ano que começa
Os desejos são sempre iguais
Saúde, paz e felicidade
Porque o resto são coisas banais

Os planos que traçarmos
Seja a meio ou no início
Nunca se concretizam
Sem um pouco de sacrifício

Que entremos no nosso melhor
Seja por que pé for
Que os desejos se tornem reais
Sempre à pala com o amor.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

NOITE DE NATAL



Nesta noite de Natal
Há presentes pela sala
Há um sonho de criança
Há um riso em cada fala

Os presentes vão-se abrindo
Num sorriso de alegria
Uma esperança em cada gesto
“o presente que eu queria!”

As luzes piscam sem parar
Com a alegria que se vive
O pinheiro está tão lindo
Como também um dia eu estive

Restam papéis pela sala
Dos embrulhos que se abriram
Resta um cheirinho a alegria
Das emoções que se sentiram

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

SERÁ NATAL?



Dizem por aí que é Natal!
Não será antes um puro consumismo
Disfarçado do mais barato eufemismo?
Não se vê nenhuma vontade
Nem de dar a simples liberdade
Quanto mais o necessário
Como um belo breviário!
Pois eu cá p’ra mim não é Natal
Pelo menos daquele que é real
De Amor, de Paz, Compreensão,
De Alegria, Bondade e Devoção.
É apenas o decorar da varanda
E se calhar porque a obrigação manda!
É ter o piscar de luzes mais brejeiro
Que o da vizinha e do bairro inteiro.
Não se ouve tocar dentro de nós
Aquela balada que até nos leva a voz,
Só se sente sair do bolso a carteira
P’ra se colocar mesmo em frente da ceifeira.
Mas continuamos a dizer que é Natal
E que se pode tudo, que não faz mal!
Mais parece que estamos na marquesa
Para a mais comum das operações
É que estas cataratas de certeza
Que nos deixam ceguinhos e charlatãe
s!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CÉU AZUL

(imagem retirada de Photobucket)

Perdi-me na imensidão azul
do céu que me rodeia
minha alma decidiu partir
voar bem alto é o que mais anseia

Diz-me céu, porque escolheste o azul
para tua imagem de apresentação?
Confesso que estou curiosa
sobre o motivo de tal decisão

Não tens cheiro nem sabor
tens sim uma visão privilegiada
nada te escapa em redor do mundo
dessa tua janela iluminada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

NOITE ESCURA

(imagem retirada do photobucket)

Quando o sol se põe sem avisar
E nos deixa no escuro sem querer
Confesso que ainda não sei lidar
Com este andar às cegas p’ra viver

Não há como um dia após o outro
Assim diz a sabedoria popular
Porque mesmo sendo a noite sombria
O sol volta sempre a brilhar

Se o travesseiro é bom conselheiro
Tenho uma reclamação a fazer
Todas as noites lhe peço ajuda
E continuo à espera que me possa atender

Se a noite se veste de escuro
Não dando atenção ao que está na moda
Será que o mais comum dos mortais
Não se contenta com uma só poda?

Apesar do hábito normal
De adormecer e acordar
A minha alma ainda tem receio
Do simples acto de deitar.

ROSA

(imagem retirada do photobucket)
Que bem que cheiras linda rosa
E que honra te ter no meu jardim
Mas não gastes todo o teu perfume
Nem toda a tua beleza em mim

És branca como a neve
E tens cheiro a amanhecer
Tens por vizinhos os cravos,
As camélias e o malmequer

Luz do meu jardim
És a flor que mais adoro
Continua a brilhar assim
É só isso que te imploro.



sexta-feira, 21 de novembro de 2008

FELICIDADE

Felicidade é acordar de manhã
E sem qualquer entrave ver o nascer do dia
Felicidade é ter o corpo e alma sã
Sentir o calor do Sol e a chuva fria

Felicidade é não querer saber porquê
Traçar um caminho e fazer um desvio
Felicidade é correr à beira-mar
E adorar nadar no rio

Felicidade é ansiar pelo fim do dia
Porque temos para onde regressar
Felicidade é dizer boa noite
Porque temos a quem a desejar

Felicidade é poder sorrir diariamente
Quer seja sozinho ou acompanhado
Felicidade é aproveitar o presente
Tornando-o num lindo passado

Felicidade é conseguir ver alegria
Mesmo nos dias encobertos
Porque o amanhã a Deus pertence
E o mundo não é dos inteligentes mas dos espertos














terça-feira, 4 de novembro de 2008

FELIZ ANIVERSÁRIO MANA!


Ao fim de mais um ano de vida
O sorriso esteve sempre presente
Porque mesmo que o sol não brilhe
O dia pode estar sempre quente.

Que neste Aniversário
Não te esqueças de sonhar,
Porque os sonhos fazem parte
Da arte de acreditar.

Nos Parabéns que te desejo
Anexo um sorriso do tamanho do meu amor
Que o recebas com carinho
E com um sorriso ainda maior.

Muitas Felicidades,
E um muito obrigado
Por me deixares passar
Cada ano a teu lado!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ABC DO AMIGO

Ama-nos incondicionalmente

Briga por nós frente a frente

Chora connosco se for preciso

Dá-nos a mão, leva-nos ao paraíso

Espera à chuva por nós

Falamos em uma só voz

Ganha asas para nos ensinar a voar

Hoje e sempre, porque amizade é partilhar

Irmão de alma, meu amigo

Jamais perder-te meu porto de abrigo

Luz que guia e ilumina

Mão que me leva e ensina

Ninguém como tu me faz sorrir

Obra-prima do saber dividir

Por muito que doa, só diz a verdade

Querendo ou não, por bem da amizade

Rasga o céu para nos mostrar a chegada

Sabendo o quão difícil é a caminhada

Teme quando chega um mau momento

Usando por nós um amuleto

Vai estar sempre lá, com toda a certeza

Zelando tanto na alegria como na tristeza!


terça-feira, 30 de setembro de 2008

PURA INTUIÇÃO

Cada caminho que percorro
Uma dúvida e fico sem noção
Normalmente não erro o destino
Talvez por pura intuição

Nunca tive atitude assertiva
Vario sempre no sim e no não
Por sorte não fico sem resposta
Talvez por pura intuição

Aguentar cá dentro o que sinto?
Ou rebentar de exaustão?
Ainda continuo inteira
Talvez por pura intuição

Cumprir as responsabilidades
Cedendo à diversão
Tenho a vida nos eixos
Talvez por pura intuição

SORRI

Sorri porque te apetece
Sorri porque tu mereces
Sorri com muita vontade
Sorri pela liberdade
Sorri com o nascer do dia
Sorri e sente alegria
Sorri para quem te faz sorrir
Sorri e chora de tanto rir
Sorri para enganar a tristeza
Sorri porque é tão simples a beleza
Sorri se tens vontade de chorar
Sorri por conseguires amar
Sorri durante toda a vida
Para que a vida te sorria de volta
Sorrir é a melhor saída
Para quem quer andar à solta

MEU PORTUGAL

Mereces um hino ao teu hino
Pois cântico mais belo não conheço
Perdoa de não ser eu a fazê-lo
Mas de tamanho dom ainda não padeço

Por ti sim, ergo a bandeira
Sinto saudade
Choro a sorrir
Luto p’la liberdade

És no sentido e na noção
Um país de tradições
Cultivas com toda a convicção
Um património de gerações

Respeito cada canto teu
E sinto que de todos faço parte
Pátria de nobres e lutadores
Prometo para sempre amar-te.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A VIDA

Há momentos em que a vida
Nos nega alguns sorrisos
Torna os dias em noite
Não nos dá o que é preciso

Há momentos em que a vida
Parece que nos tira o chão
Insiste em esconder o Sol
E teima em não nos dar razão

Há momentos em que a vida
Constrói muros em cada esquina
Alimenta a má vontade
E envolve-nos numa triste sina

Para todos os maus momentos
Com que a vida nos quer presentear
Há que saber dizer que não
E bater a porta para não os deixar entrar

Sorria para a vida
Em cada dia que passa
Sinta o Sol em cada momento
Tenha força, vontade, mostre a sua raça.

CRIANÇA

Ser criança é ser sorriso
é dar gargalhadas, ter pouco siso.
Ser criança é não deixar de sonhar
viver o momento e sempre acreditar.
Ser criança é saber cair
magoar os joelhos, mas sempre a sorrir.
Ser criança é jogar ao berlinde
marcar mais pontos, antes que o jogo finde.
Ser criança é brincar ao herói e ao bandido
não importa quem ganha, não é tempo perdido.
Ser criança é cantar uma canção,
é andar de bicicleta, por vezes em contra-mão,
Ser criança é um arco-íris pintar
misturando as cores, inventar!
Ser criança é ser o Sol,
ser feliz, ter esperança
por isso dai-nos um sonho
e deixai-nos ser criança!

SUSSURROS

Oiço sussurros de alguém
Nas paredes da amargura
Quero falar-lhe mas não sei
Parece que algo me segura

Oiço sussurros de dor
Gemidos que fazem estremecer
Palavras sem nexo e um choro ainda maior
Evocam o nome de Deus sem saber

Oiço sussurros de aflição
Vindos de um céu estilhaçado
Perco o sentido e a noção
Vejo-me num mundo fechado

Oiço sussurros perdidos
Que vagueiam pela madrugada
Quero guiá-los no caminho
Mas confesso, estou estafada

Oiço sussurros que magoam
E ferem sem dó nem piedade
Não consigo fazê-los parar
Hão-de levar-me à insanidade

Oiço sussurros que sussurram
E me dizem que os conheço bem
Pois quem provoca tal barulho
É minha alma que não sabe o que tem

terça-feira, 2 de setembro de 2008

VOU E NÃO VOU

Vou enganar a saudade
Dizer que não sinto falta
E vou mentir p’ra verdade
Que o meu coração já não salta
Quando te vejo passar,
E esboçar um sorriso
Maior que as ondas do mar
Que me faz perder o juízo

Vou deixar secar
As rosas do meu jardim
Os cravos da minha varanda
E da janela o alecrim

Vou trocar as voltas
À rotina do meu amor
Trocar o dia e a noite
O frio e o calor

Vou abrir todas as portas
E perder as chaves sem querer
Porque este diz que é viver
Já não me seduz
E nem me traz essa luz
Que me devia abrigar
Do meu medo do escuro
E me devia ensinar
Que não é mais seguro
Depender de alguém
Que só nos bate à porta
Quando a preguiça não tem
Sinais de vida, está morta

Já dei a volta por cima
A este vou e não vou
E o sabor a limão e lima
Que tanto amargou
Já foi para a sucata
P’ra enganar mais um tolo
Que um belo ferro é prata

A TUA CHEGADA

Chegaste com o amanhecer
No primeiro raio de Sol
E não sei se foi sem querer
Mas o meu caminho iluminou-se
Com a luz do teu farol

Trouxeste na algibeira
Mesmo à tua beira
A brisa do mar,
E eu só por cortesia
Te disse “Bom dia,
Vens para ficar”

E tu num sorriso rasgado
Mesmo ao meu lado
Me disseste assim:
“Meu Amor, minha vida
Teu amor é meu néctar,
É a essência e a solução
Para os devaneios do meu coração”

Senti-me voar
Sem peso nem medida
E sem poder evitar
Prendi-me em teus olhos
E já não me senti perdida

Ficaste naquele dia
E nos outros que se seguiram
E a noite que era sempre tão fria
Tornou-se mais quente
E com a calma da maresia

A SORTE SOU EU

Nos segredos do silêncio
Guardei a minha sorte
O meu desejo
Minha vontade
Pois não conheço melhor forte
P’ra guardar a felicidade

Percebi no teu sorriso
Que o olhar não se padece
Quando na voz é preciso
Suplicar com uma prece

Quando me chamas amor
Não tens alma
Garra nem loucura
Imitas as frases banais
Que trazem o amor de pendura

Descobri que a sorte sou eu
Com conquistas, derrotas
Amores e desamores
Sou um pacote completo
De alma sã
E muitas dores

Quando olhares para trás
P´ra procurar mais um abrigo
Meus olhos não vais encontrar
Porque já não preciso
De viver sob um comando
Que de vez em quando
Prefere fazer sofrer
Alguém que por insegurança
Fazia desse amor vazio
A sua razão de viver.

DESEJO

Desejo o silêncio da tua boca
Os beijos que não deste
E o que mais quiseste
Porque por ti sou louca

Desejo os teus sonhos profundos
Os teus ideais
E todos aqueles sinais
Que não dás a entender
Mas que eu sei perceber
Que são por saudade
De uma liberdade
Que não queres partilhar
E que sem dares conta
Sabes que estou pronta
P’ra te poder amar

Desejo os teus desejos
E quero que me desejes a mim
Deixa-te levar
Pelo meu caminho
Porque o teu destino
Está ligado ao meu
Por muito que negues
Que não vais p’ra onde eu for
Eu sei que o teu porto
É o meu Amor.

NOITE

Noite tão fria e escura
De uma solidão abominável
Porque me fazes sentir insegura
E com um medo insaciável

Porque insistes em usar o preto
Se não te favorece em nada
Precisas de abrir horizontes
E deixar de ser antiquada

Tens por ama a silenciosa lua
Que nem sempre está no melhor lado
Apesar de saber que já não precisas
Tem sempre um especial cuidado

Peço-te ó noite infinita
Que não te demores cá fora
Era melhor voltares a casa
P’ra calar minha alma que chora.

AMOR DE INVERNO

Amor das tardes de Inverno
Dos beijos, das carícias, tão terno!
Tendo a lareira como confidente
As chamas como testemunhas
E o frio, tão bom, tão quente!

Comparo-te amor de Inverno
Ao amanhecer dum dia de verão,
À luz das estrelas na escuridão,
Ao cheiro do orvalho,
Ao toque da brisa do mar,
A isto, aquilo, sei lá!
Acho que podia continuar, continuar...

Amor de Inverno, amor eterno
Amor de vaidade, amor com saudade
Amor de ternura, amor que perdura
Amor com ferida, amor para a vida.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

FORÇA

Abri o último frasco
Da reserva das minhas forças
P’ra fazer frente ao fiasco
Que transformou o mau mar em poças.

Peço-te que sejas inesgotável
Porque não sei onde mais te ir comprar
Se à loja das loucuras e demências
Se ao simples brilho de um olhar.

Vou usar-te cuidadosamente
Ó força que me restas p’ra viver
E vou crer piamente
Que te vais duplicar sem eu saber.

Cria em mim a ilusão
De que sou capaz do impossível
Caso contrário o meu coração
Vai ceder e tornar-me desprezível.

Ao fechar o frasco devagar
Estremeço, gemo que até meto dó
Porque não há pior medo
Que o saber que agora já estou só.

INVEJA

Não tem cura, nem remédio
Nem sequer porque aparece
Se calhar do imenso tédio
De que a pessoa padece.

Não é genética nem tem cura
Nem tão pouco tem motivo plausível
Provoca uma certa amargura
E um efeito desprezível.

Causa danos e mal-estar
A quem por ela é afectada
Maldita sejas ó “doença”
Que sem sintomas és malvada.

És usada diariamente
Por almas vazias e acomodados
Inveja é o teu nome próprio
E alcunha “arma dos derrotados”.

QUAL GUERRA

Parti p’ra guerra desarmada
Sem coragem, medo,
Desamparada!
Roubei as armas do passado
Das batalhas de ninguém
E enfrentei o desagrado
Da acidez que a vida tem.

Lutei por nada sem sentido
E por tudo sem saber
Gritei e sofri pelo perigo
Da vitória que não queria ter.

Esgotaram-se as forças e os ideais
De uma guerra de heróis baratos
E quando os mártires já não o são mais
Apela-se até ao mais comum dos fracos.

Porquê ter que lutar p’ra ser herói
Se até a escuridão já nos corrói
Basta aprender a ver em cada dia
A luta que travamos com sabedoria.

MEU MAR

Ó mar impiedoso e dominador
Que implicas por nada e por coisa nenhuma
Peço-te em todo o teu esplendor
Que me leves contigo na espuma

Rendi-me ao teu infinito azul
E ao teu cheiro a maresia
Promete que em cada onda tua
Me devolves as conchas da alegria

Ó imenso mar que me seduz
Vem deitar-te a meu lado na areia
E diz-me baixinho ao ouvido
Que sou só eu que trazes na ideia

Sinto na tua água tão gelada
O calor que outrora ela sentiu
E regresso ao mundo renovada
Da Paz e da luz que me seguiu

Agradeço-te ó mar sábio
Estrada de tantos aventureiros
Por levares a cada porto
E cada porto ao mundo inteiro

ONDAS DO MAR

Ó! Ondas da minha ilusão
Por que vêm morrer na praia
Por que insistem em tal posição
E não desistem, nem que o céu caia

Preferem confiar à areia
Os meus porquês sem resposta
E assim me apanharem na teia
Dos vencedores sem aposta

E quando a certa altura
Já morrem um pouco mais perto
Ao ver a areia mais escura
Percebo a solidão do deserto

Não queiram ó ondas tão belas
Ser pertença de alguém
Porque por mais leves que sejam as fivelas
Nada se compara ao valor que a liberdade tem

terça-feira, 5 de agosto de 2008

MÃE

(Dedicado à nossa mãe Rosa)

Mãe não pede, não exige, não reclama
Mãe só vive para aqueles que mais ama
Mãe não quer saber se o sol não vai brilhar
Mãe só descansa quando o seu filho pára de chorar
Mãe é quem dá sem pedir em troca
Mãe é quem se for preciso tira da sua boca
Mãe é aquela que nos enxuga as lágrimas quando teimam em cair
para o nosso rosto voltar a ver sorrir.

O MEU CÉU

Rendi-me ao céu e às estrelas
E parti nesta aventura
Não levei nenhuns reforços
Só alegria da mais pura.

Voei por entre os meus desejos,
Meus sonhos e meus medos
Lembrei-me num segundo dos teus beijos
E esqueci por completo os meus segredos.

Perguntei ao azul do céu
Porque sentia esta ansiedade
Disse que não era só eu
A sofrer desta enfermidade.

Vou cortar em pedacinhos
E guardar na algibeira
A nuvem dos meus anjinhos
Mas a estrela vai inteira.

Procurei em meu redor
Um lugar p’ra me estabelecer
E vender o meu amor
A quem dele quiser viver.

Nem deu tempo para analisar
Bem a fundo a questão
Ouvi lá de baixo gritar:
“é só teu o meu coração”.

DOCE INOCÊNCIA

Doce inocência no olhar
Luz da minha escuridão
Conheço-te só pelo respirar
Meu príncipe do coração.

Acordei com a certeza
Que o meu sonho não tem fim
Por ti renego minha beleza
Pedaço de vida, pedaço de mim.

Criei o meu castelo pelo sentido
E pela razão que me faz caminhar
Em nenhum recanto te vais sentir perdido
Porque marquei cada caminho com a palavra amar.

Vou pintar-te no silêncio de um sorriso
Com as aguarelas que pintei meu coração
Por ti faço o que for preciso
Minha melodia de cada canção.

Ajuda-me a abrir os olhos lentamente
E segura-me devagar
Quero sentir-te sempre presente
Em cada passo do meu caminhar.

Ainda sinto o cheiro das flores
Que me deste quando chorei
Parece que ainda lhes vejo as cores
E os beijos que soluçando te dei.

QUANDO O CORAÇÃO (NÃO QUER SABER)

Quando o coração não quer saber
E a razão nos vira do avesso
Não importa se é bom ganhar ou perder
E se por entre tudo atravesso

Quando o coração não sente a dor
Dum passado tão sofrido
Não importa se a natureza no seu esplendor
Nos leva ao mais puro infinito

Quando o coração não sabe falar
A linguagem do entendimento
Não importa o quanto sabes soletrar
Pois perdes até o mais lindo sentimento

Quando o coração não quer ouvir
A mais bela oração
Não importa se sabes cair
Pois não vais ultrapassar o limite do chão

Quando o coração insiste em negar
E não faz nem a mais simples função
Não importa se os olhos vais fechar
Porque vais continuar sem direcção.

domingo, 27 de julho de 2008

ABRI A PORTA

Abri a porta a ninguém
E deixei entrar quem quis
Cá fora ficou alguém
Que me disse que não sou feliz

Abri a porta ao dia
E deixei entrar a noite
Não me disse por que sofria
Nem por que levava o açoite

Abri a porta ao silêncio
E deixei entrar o barulho
Não disse tudo o que penso
Nem por que me falta o orgulho

Abri a porta ao calor
E deixei entrar o frio
Por que me chamas amor
E me causas tal calafrio?

Abri a porta ao sorriso
E deixei entrar o choro
Pede-me o que for preciso
Alimenta-me com esse teu soro

Abri a porta à morte
E deixei entrar a vida
Foi com certeza um golpe de sorte
Ter cicatrizado esta ferida

ADMIRADOR

Recebi pelo correio
A mais bela carta de amor
Desconheço donde ela veio
E desconheço o seu autor

Logo na primeira linha
Prendeu o meu coração
Começava com “Amor és minha...”
E ia desvendando a sua paixão

Chorei a meio da carta
Quando li que por mim sofria
Que um dia sem me poder ver
Era o que mais temia

Não me quis dizer o seu nome
Nem para onde lhe responder
Disse-me que todas as noites
Pensa em mim antes de adormecer

Despediu-se com tal ternura
Que acho que não mereço
Disse: “És a única cura
Para este mal de que padeço”

"MEU DEUS"

Estou a escrever-te meu Deus
Porque quero saldar minha conta
Já ultrapassei os meu dias
E a minha alma já está pronta

Quero liquidar minhas dívidas
Por mais simples que elas sejam
Para quando partir de viagem
Seja só eu que eles vejam

Manda-me logo que puderes
O meu extracto detalhado
Sei que não tenho cumprido
E até tenho falhado

Quando te enviar o pagamento
Mando-Te um pedido de desculpas
Pois só agora tive tempo
Para assumir todas as culpas

Vou estar preparada
Para quando vier o recibo
Porque não vou precisar de mais nada
Para poder ir ter Contigo

MÃE, NUNCA SABEMOS DE MAIS...

Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber sorrir
Para te poderes alegrar
Que não basta saber sentir
Para enganares o olhar

Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber sofrer
Para poderes chorar
Que não basta saber gemer
Para poderes orar

Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber ferir
Para sentires a dor
E que não basta o querer dividir
Para sentires amor

Mas digo-te ó mãe querida
Que podes até ser doutorada
Nas amarguras da vida
Que vais continuar enganada
Por essas lágrimas que te deixam perdida

Posso não saber nada
Do que te acabei de dizer
Mas podes crer, ó mãe amada
Que és a minha razão de viver

O RELÓGIO

O relógio na parede
Não me quer deixar esquecer
Que o tempo escasseia
E eu ainda não sei viver

Nem o tic nem o tac
Estão a cooperar
Peço que tenham piedade
P’ra um segundo só parar

O tempo vai-se perdendo
Entre cada batida cruel
Já vi que não estás do meu lado
Ó relógio com ponteiros de fel

Hei-de deixar de tomar atenção
Ao teu ritmo de trabalho
Porque nessa altura meu coração
Vai perceber o quanto eu valho

segunda-feira, 21 de julho de 2008

MUDAR TUDO, NÃO MUDAR NADA

Foi num dia soalheiro
Que resolvi mudar de vida
Fui onde me levou o ponteiro
Sempre em frente, desinibida

Enumerei cuidadosamente
Os pontos a rectificar
E nem tão pouco, nem tão somente
Me deixei sem apoio levar

Na bagagem iam a confiança
O amor e a virtude
E se não fosse a esperança
Não teria tanta atitude

Enfrentei a pontapé e soco
Aquelas vozes pessimistas
Por vezes mais vale ser mouco
Que dar ouvidos a derrotistas

Resolvi mudar o meu Sol
A minha Lua, o meu epicentro
Mas como mudar o meu ser?
Como me mudar por dentro?

Cheguei à mais óbvia conclusão
Posso mudar o sorriso, o olhar ou ser superior
Mas o que me move a alma e o coração
É a minha beleza interior

O ABISMO

Passei tão perto do abismo
Mas resolvi virar à esquerda
Deixei-me do pessimismo
E do sentimento de perda

Senti-lhe o cheiro a solidão
A vazio, a infinito
E por momentos, creio que em ilusão
Ouvi lá no fundo o meu grito

O céu que o toldava era pesado
E nem o sol se atrevia a brilhar
Assim passavam os dias no abismo
Sem nem sequer uma estrela a iluminar

Antes de chegar ao fim da estrada
Parei uns segundos para ouvir
Era o meu nome que chamava
E aos berros perguntou-me se estava a fugir

Não! Respondi também aos berros
A minha história não passa por aí
Por muito que já me tenhas tentado
Sou mais forte que o que vês aqui

Proíbo-te de me voltares a chamar
Desiste! A minha alma é forte
Não levas nada desta caminhante
Nem tão pouco a carcaça após a morte

E depois de me ter posto à prova
Em tão invulgar desafio
Prossegui a minha caminhada
Com vontade, cuidado e com brio

SERÁ ISTO?

Entre gemidos e lágrimas de alguém
O sorriso quebra-se em mil pedaços
Por que continuo neste vaivém
Querendo por tudo quebrar os meus laços

Revolto-me com indignação
Da Paz que há tanto procuro
Revolto-me com meu coração
Que em cada caminho me ergue um muro

Na música que oiço ao fundo
Percebo algo mais do que diz
Será que é isto a que se resume o mundo
Apenas ao simples facto de ser feliz?

SANTA MARIA DA BALBOA

De uma pequena capelinha
Fizeste a tua morada
A ti peço minha santinha
Que nunca me deixes desamparada.

A Ti rogo, imploro e agradeço
Pelos momentos de fraqueza
O amor vindo de Ti não tem preço
E como é pura a tua beleza.

Quando me sinto à deriva
É a Tua porta que vou bater
E ao Deixares-me entrar em tua morada

Volta o sorriso, a paz e a vontade de viver

A UM MENTIROSO

Ó tu que mentes, tu que enganas
Tu que vives de mentir
Se acabas por cair nas tuas tramas
Não há volta que te valha p’ra sair

Alimentas-te do “disse que disse”
Respiras a tua verdade
Ó mentiroso, por que insistes
Em manter esta falsa felicidade?

Persegues com unhas e dentes
As presas das tuas mentiras
Preparas o falso discurso
Nem sentes as mãos já tão frias

Pois digo-te ó mentiroso
Tanto em verso como em prosa
Não há pessoa mais cruel
Que aquela que é mentirosa

segunda-feira, 14 de julho de 2008

VOU DAR O MELHOR DE MIM

Mais um dia sem te ter
O Sol não quer acordar
Minhas lágrimas vão perceber
E vou continuar a chorar

Só sou metade do que era
Já não estou completa
Perdi minha direcção
Nem vou atingir a meta

Vou tentar enganar
Aquele que fizeste sofrer
Não sei se vou conseguir
Meu coração vai perceber

Rasgaste a folha mais importante
Da nossa história de amor
Nela estava a confiança
Que quebraste sem pudor

Posso agora não reagir
Mas sei que vou conseguir
Porque minha alma não tem fim
E vou dar o melhor de mim



ISSO É AMOR (EU JÁ SEI)

Sinto um vazio na alma
E um aperto no coração
Teus olhos só me dão calma
E o teu beijo a paixão

Que sentimento é este
Que me consome o respirar
E quando te vejo ao longe
Dá-me asas para voar

Vou procurar resposta
Para te poder responder
Que quando estou contigo
Meu sonho volta a viver

Por que será que sem ti
Não sei como sonhar
E sem teu corpo, amor
Não sei sequer caminhar

Procurei dentro de mim
E sabes o que encontrei?
Meu coração disse assim:
“Isso é amor, eu já sei”


SENTIR

Gostava de te contar com calma
Por que hoje me sinto assim
Sinto um vazio na alma
E uma enorme pena de mim

Tenho uma sensação de leveza
Algo superior ao meu ser
Acho que realça a minha beleza
Mas não sei se a quero ter

Sinto-me triste e tão só
Que só me apetece chorar
Até chego a meter dó
Com esta vontade de falar

Ainda não te expliquei
O porquê do meu sofrer
Mas só agora é que eu sei
Que é por não estar a viver

MÃE (TEUS OLHOS MADUROS)

Nos teus olhos já tão maduros
Tristeza não queremos ver
Tens razões tão fortes e alegres
Para continuares a viver

És o sol da nossa manhã
És a pedra mais preciosa
És a nossa força de vontade
És de todas a mais valiosa

Teu sorriso queremos continuar a ver
Nem que seja por um segundo
Ver-te rir é uma alegria
És para nós mais que o mundo

Olha em frente sem medo
Que a sorte te há-de sorrir
Olha para nós e pensa
Que estamos contigo, não vamos partir

SOLIDÃO

Nos momentos de solidão
Em que a tristeza é o que mais reina
Penso em tudo, não penso em nada
Sou mais eu, tenho mais teima

Não oiço nada em meu redor
Só um silêncio que até magoa
Vejo-te a passar sem me olhares
Caminho sem rumo, ando à toa

Penso que tão só
Me vou abaixo, vou partir
Vou deixar um estado de alma
Vou para sempre, vou a sorrir

Solidão que és tão cruel
E tão meiga sem saber
Talvez sem ti não soubesse nada
Nem soubesse como é bom viver

A UM AMIGO

A ti meu amigo
Quero-te cumprimentar
Pois estás sempre junto de mim
Quando quero conversar

És um amigo invulgar
És como uma pedra preciosa
Acho que a vida sem ti
Havia de ser dolorosa

Que amigo és tu?
Que vê com tanta claridade?
Agora sei porquê
Porque tens o sentido da amizade

Tu és um ser único
Gosto muito de estar contigo
Só uma palavra te define
Que é a palavra amigo


SANTA EUFÉMIA

Santa Eufémia milagrosa
A Ti recorremos nas horas de aflição
Pedindo que uma graça nos concedas
Sempre com a mais pura devoção

Por todos aqueles que ajudaste
E pelos que ainda tens para ajudar
A nossa devoção e o nosso carinho
Para sempre Te vamos dar

Nos momentos mais difíceis
Para Ti vai o nosso pensamento
Olha por nós, minha Santinha
Não nos deixes sem alento

segunda-feira, 7 de julho de 2008

MINHA MANA




És uma irmã à maneira
Sem tiques nem contradição
És a melhor irmã do mundo
Tens o maior e puro coração

Ajudas sem eu pedir ajuda
Estás pronta para o que der e vier
Sorris para eu sorrir
És uma irmã a valer

És o braço forte das duas
És meiga e carinhosa
Tens um jeito especial
És uma linda como uma rosa

Lucília é o teu nome
É raro com toda a certeza
És uma irmã especial
Única e com franqueza


(dedicado à minha irmã Lucília - Amo-te muito mana)

SANTA RITA

“Advogada das coisas impossíveis”
Assim Te chamam pois devem saber
Que és a nossa fé, a nossa luz no escuro
Talvez a nossa força para viver

Com Teu olhar sereno
Nos atendes nas horas de aflição
Nos momentos de dor e de angústia
Trazendo paz para o nosso coração

Levas em Teus braços
Junto a rosas de amor
O filho de Deus na cruz
Que por nós sofreu com tanta dor

Espero que nunca nos deixes de atender
Nos momentos em que a fé nos quer faltar
Olha por nós com carinho
Pois para sempre Te vamos amar

A MINHA CASA

Quatro paredes escondem
Murmúrios de alguém esquecido
Portas trancadas a ferros
Protegem do inimigo

Na chama da lareira
Caem lágrimas de tristeza
Volto a sentir o frio
Já não sei se tenho a certeza

Quero sair para a rua
Mas já nem sei se a rua vejo
Olho de longe o quintal
Talvez fosse o único desejo

A chuva bate na janela
Quero tentar dormir
Enrolo-me nos cobertores
Volto de novo a sentir

CORAÇÃO FECHADO

Vi-te chegar tão perto
Da chave do meu coração
Rodas-te três vezes na fechadura
Mas não deste com a combinação

Estrelas brilham no céu alto
Sinal de amor entre nós
Vai-te chegando mais perto
Vem ouvir a minha voz

Vou-te dizer bem baixinho
Tudo o que sinto por ti
Vou-te dizer com carinho
O quanto sou louca por ti

SONHO LINDO

Num sonho lindo de Verão
Vi-te chegar de mansinho
Entraste no meu mundo
Ficaste no meu cantinho

Vi-te fazer promessas
De amor que não cumpriste
Vi-te sair sem dizer adeus
Olhei-te tão perto e tu nem viste

Voltaste um dia mais tarde
Para cumprir o que havias dito
Tornaste a fazer o mesmo
Só falta chamarem-te de mito

Vives agora sozinho
Sem nada e sem ninguém
Nem tuas promessas ficaram
Só o vazio agora tens

quarta-feira, 2 de julho de 2008

TO OUR BEST FRIEND JA


We like when you smile
Because makes us smile too
We like when you care for us
Because we care for you too

You’re an angel that guide us
And help us everyday
A special friend you are
Always know what to say

You live far from us
But very close to the heart
We feel you near us
Because we’ll never be apart

Friends for life
Feeling sisters so near
We’ll always help you
Just call, we’re here!


segunda-feira, 30 de junho de 2008

RECORDAR

Vestidos de chita na montra
Cartolas na rua a passar
Sombrinhas que voam no tempo
Crianças na rua a brincar

Cavalos galopam sem pressa
Puxando coches tão lindos
Senhoras descem p’la rua
Com vestidos bordados a linho

Bengalas seguem a rigor
Os passos dos seus comandantes
Batem a compasso no chão
São autênticas cantantes

Brincam no passeio aos berlindes
Os putos da rua de cima
Brincam de homens a sério
Os senhores do bar lá da esquina

AMIGO DESCONHECIDO

Olhei para ti
E em ti vi um amigo
Viver sem ti
É viver sem um abrigo

Tens o pensar de um sábio
E o olhar de uma criança
És a prova viva
P’ra ninguém perder a esperança

O amanhã é o teu rumo
Para o alcançar sê forte
Não te deixes dominar
Pelos pensamentos de morte

Que amigo és tu
Sem o poder de julgar?
És um verdadeiro amigo
Que só quer apenas amar

OLHOS

Olhos castanhos
Olham desconfiados
Esperam por ti
Esperam para ser amados

Olhos azuis
Olhos da sedução
Vivem para ti
Vivem da paixão

Olhos verdes
Cor da esperança
Do amor mais belo e profundo
Do olhar de uma criança

Olhos negros
Com sua força e poder
Sabem de tudo, sabem de ti
Querem apenas é viver

JOÃO DA SACOLA

Lá vai feliz e contente
O nosso João da sacola
Vai a correr, vai triunfante
Vai orgulhoso, vai para a escola

Guarda na sua sacola
Seus sonhos e seus segredos
Leva consigo para a escola
Seus desejos e seus medos

Chega à escola cansado
Cansado da sua sacola
Leva os livros, leva o saber
Leva o mundo sem esmola

À tarde regressa a casa
Pelo caminho joga á bola
Regressa de mais um dia
O nosso João da sacola

7 PECADOS

No fundo destes sete mares
vi o teu rosto a sorrir
quis alcançá-lo mas não pude
pois tive medo de não o sentir


Estas águas cristalinas
lembram-me sete pecados:

O 1º é amar-te sem fronteiras
O 2º ter medo de te perder
O 3º agradar-te de qualquer maneira
O 4º por ti ser capaz de tudo fazer
O 5º é achar-te o mais belo
O 6º dizer-to até a voz perder
e o 7º, o maior de todos,
é por ti ser capaz de morrer.

TARDES DE VERÃO

Tempos de Sol
tempos de emoção
foram as inesquecíveis
tardes de Verão


Momentos de magia
momentos de paixão
tudo acontecia
nas tardes de Verão


No céu azul
vi duas estrelas
pedi um desejo
nunca mais esquecê-las


Nunca mais esquecer
do meu coração
aquelas bonitas
tardes de Verão

POMBA BRANCA

Pomba branca, pomba branca
sinal de Paz e de Amor
corre o mundo inteiro e diz
que não há pior que o rancor


Pomba branca, pomba branca
leva meus segredos contigo
esconde-os de todo o mundo
mas não os escondas de um amigo


Pomba branca, pomba branca
é tão alto o teu voar
espero que de mim te lembres
quando chegares a poisar


Pomba branca, pomba branca
se cansada já tu estás
poisa no meu regaço
e segura ficarás

O MENINO DO PIÃO

O menino do pião
é feliz, tem esperança
ele brinca com seu pião
tem o Mundo, é criança


Quando joga o seu pião
joga também seu destino
joga o amor que lhe pertence
joga o seu puro ar de menino


Quando vai para a escola
com seu pião a rolar
encanta tudo e todos
encanta por saber amar


O seu jeito de menino
não engana, não mente
o único medo que tem
é que o pião pare de rolar para sempre

DESTINOS

Nasceu num berço de ouro
virado para a beira mar
nasceu num berço de espinhos
mal sabendo onde ficar


Nasceu com coroa de rei
num mundo cheio de ilusão
nasceu com coroa de palha
mas com tanto amor no coração


Nasceu num dia de Primavera
com a natureza toda em flor
nasceu num dia de Inverno
nasceu num dia de amor


Nasceu de seres tão ricos
que tudo lhe podiam dar
nasceu de seres tão pobres
que o ensinaram verdadeiramente a amar

FIM

Tenho sede de beber
As gotas da tua essência
E no teu corpo me perder
Meu amor, minha demência

O Sol, a Lua e as estrelas
Se uniram à minha dor
Para me ajudar neste tormento
De por ti sentir tanto amor

Vou desfalecendo por dentro
Em cada noite sozinha
Minha alma ainda procura
A paz que de ti não vinha

Ponto final, acabou
Meu mundo já não é o teu
Foi bom enquanto durou
Meu limite agora é o céu

MEDO

O medo bateu-me à porta
Vou fingir que não o conheço
E ao olhá-lo frente a frente
Direi “sou forte, não te mereço”

Nunca pensei perder o controle
Das emoções e da sensatez
E que a noite ao chegar de mansinho
Me causasse tal ponto de lucidez

Ter medo de ver, falar e ouvir
Ter medo de ser a única a fugir
Ter medo de no fundo saber qual é o fim
E acima de tudo, ter medo de mim

Recuso-me a continuar
Seguir o caminho sem luz de presença
Mas ter a certeza que ao lá chegar
Já sei o resultado da minha sentença

terça-feira, 24 de junho de 2008

DESÂNIMO

Neste final de tarde
Sinto-me bem a ouvir o vento
A noite chega devagar
E com ela vem meu tormento

Desde que partiste vivo assim
Os dias são passados na ilusão
As noites sempre com pena de mim
Por que deixas-te assim meu coração

Vou tentar uma última vez
Limpar meu coração de ti
Não prometo ser eficaz
Mas se ficar algum resto, eu nem vi

MEU TESOURO

Perco-me nos teus olhos
És o meu jardim de flores
Meu mundo gira em torno de ti
És o tesouro de todos os meus amores

Quando sorris, fico desarmada
Vejo em ti minha eternidade
É uma benção ser por ti amada
Minha mais valia da felicidade

De manhã quando acordas
O Sol se esconde, para não te ver
Tua beleza ilumina o dia
E cada bocadinho do meu ser

És o céu que não termina
Dentro do meu coração
Quero continuar a ser tua
Meu amor, minha salvação

MEU CORAÇÃO

Quero ancorar meu coração
Já chega de viver assim
Por mais forte que seja a razão
Não posso deixar de pensar em mim

Quem me dá segurança
Amor e estabilidade?
Já pareço a carochinha
A querer comprar a felicidade

Meu coração anda doente
De um mal que desconhece
E me pergunta todas as noites
Que dor é aquele de que padece

Espera mais um pouco coração
Tua cura há-de chegar
E prometo que me vais dar razão
Quando te digo que por tudo vale a pena lutar

A COR DO AMOR

Hoje estou diferente
Sinto-me vazia e sem cor
Não sei quem levou meu arco-íris
Pois nele guardei minhas aguarelas de amor

Vou pedir ao céu
Que me dê um pouco da sua cor
Para pintar nos meus olhos
A alegria de um novo amor

Ao Sol peço-lhe um raio
Para iluminar o meu olhar
E quando passares à minha porta
Sei que te vou enfeitiçar

domingo, 15 de junho de 2008

NÃO QUERO

Não quero desistir da vida
Se ela não desistir de mim
Ando às voltas, sinto-me perdida
Mas lá no fundo eu sou mesmo assim

Não quero me iludir em vão
Sem ter certezas de um amor sincero
E p’ra não magoar meu coração
Digo sem medo “meu amor não quero”

Penso que amanhã não vou acordar
Para me ver ao espelho mais uma vez
Não quero minha vida assim levar
Olhando um rosto triste que alguém fez

MEU DEUS

Meu Deus te peço
Com meus olhos a chorar
Que do meu caminho tires
Aquele que me faz sofrer
P’ra não mais me poder enfeitiçar
E não levar minha razão de viver

A Ti imploro
Com fé e com fervor
Que tragas meu coração de volta
E com ele venha o meu amor
Que foi levado e anda por aí à solta

Meu Deus te peço
Que minha alma fique em paz
Longe daquele que não a soube cuidar
Mas prometa que mal algum lhe faz
Pois sou culpada de ainda o amar

Te agradeço
A atenção e o carinho
Por tomares Teus, meus problemas
E rezo por Ti, bem baixinho
E Te entrego minha vida num ramo de açucenas

MENSAGEM

Nesta nossa passagem tão curta
O que mais podemos querer
Paz, saúde, amor e carinho
E uma imensa vontade de viver.

Queremos que pense no amanhã
Sem esquecer que o passado é uma vitória
Que sorria em cada gesto
Para ver como é linda a sua história.

Que viva cada dia com vontade
Sem pensar no porquê ou na razão
Que sinta em cada minuto a vaidade
De pensar como é lindo o seu coração.

Seja confiante, optimista e sonhadora
Já o povo assim o diz
Não há como um dia atrás do outro
Olhe em frente, seja feliz.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

PORTUGAL

Mereces um hino ao teu hino
Pois cântico mais belo não conheço
Perdoa de não ser eu a fazê-lo
Mas de tamanho dom ainda não padeço

Por ti sim, ergo a bandeira
Sinto saudade
Choro a sorrir
Luto p’la liberdade

És no sentido e na noção
Um país de tradições
Cultivas com toda a convicção
Um património de gerações

Respeito cada canto teu
E sinto que de todos faço parte
Pátria de nobres e lutadores
Prometo para sempre amar-te.

domingo, 1 de junho de 2008

CRIANÇA

Ser criança é ser sorriso
é dar gargalhadas, ter pouco siso.
Ser criança é não deixar de sonhar
viver o momento e sempre acreditar.
Ser criança é saber cair
magoar os joelhos, mas sempre a sorrir.
Ser criança é jogar ao berlinde
marcar mais pontos, antes que o jogo finde.
Ser criança é brincar ao herói e ao bandido
não importa quem ganha, não é tempo perdido.
Ser criança é cantar uma canção,
é andar de bicicleta, por vezes em contra-mão,
Ser criança é um arco-íris pintar
misturando as cores, inventar!
Ser criança é ser o Sol,
ser feliz, ter esperança
por isso dai-nos um sonho
e deixai-nos ser criança!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

LINDO

É lindo quando o sol me vem dizer
Que eu ilumino mais que a sua luz
É lindo quando a chuva, sem esconder
Me diz que sou eu quem a seduz.

É lindo quando as rosas do jardim
Desabrocham só para me poder falar
E quando estão assim junto de mim
Dizem que o meu sorriso as faz corar.

É lindo quando a noite ao cair
Junta três estrelas na minha direcção
Diz que não há melhor para me definir
Que a sensibilidade, a força e a dedicação.

É lindo quando perco a noção
Do que lindo pode parecer
Mas não há mais lindo que sentir o coração
Bater cá dentro, por tão lindo já ele ser.

DESABAFO

Na penumbra do silêncio
Oiço teu jeito mordaz
E nas entranhas que sinto cá dentro
Não oiço nada, tanto faz.

Triste sina esta a que me dou
Sem lutar, gemer ou negar
Insisto em não saber quem sou
Por ter medo de já me saber cuidar.

Resigno-me com as desventuras
De quem não luta por ter perdido
Pois uma batalha só está ganha
Quando a guerra deixa de fazer sentido.

Precários, hipócritas e hostis
Aqueles que se deixam ser levados
Pensam que ao viverem tão subtis
A vida não lhes tem os açaimes preparados.

Raiva! Sinto raiva de quem crê
Que no futuro está o melhor que existe
Não sabem que o passado que ninguém vê
Está sempre na origem, é o que persiste.

PRÍNCIPE

Fazes-me andar indiferente
Àquelas coisas banais
E quando estamos frente a frente
Sou só tua, nada mais.

És meu príncipe encantado
Neste conto de ilusão
És meu destino, está traçado
E é só teu meu coração.

Perco meus sentidos contigo
Renasço a cada beijo teu
Acredita quando digo:
“és a estrela do meu céu.”

Meus lábios só ganham vida
Quando nos teus podem tocar
E neste beijo perdida
Dou-me a ti, por te amar.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

ESTA DOR

Esta dor que me consome
Me devora e me tortura
Foste tu que a causaste
E há-de levar-me à loucura.

Meus dias são infindáveis
Como estas lágrimas que derramo
Meu coração foi posto à prova
Por aquele que mais amo.

Estou a morrer por dentro
E cada dia é pior
Já não te sinto tão perto
Estou a perder-te, Amor.

Já não sei o que fazer
Sinto-me dividida
Não sei se me deixe morrer
Ou se lute por ti, minha vida.

A MINHA HISTÓRIA DE AMOR

A mais bela história de amor
Poderia ter sido a minha
Mas não sabias, meu mentor
Que eu não sei seguir sozinha

Precisei de um apoio
De um silêncio, de um segredo
Precisei crescer por dentro
Mas precisava não ter medo.

Percorri o trilho devagar
Cada passo era uma vitória
Sem receio, deixei-me levar
Tenho que viver a minha história.

Meu paraíso secreto
Minha metade, minha vida
Meu ser sem ti não está completo
Já não me tenho, fiquei rendida.

domingo, 11 de maio de 2008

HABITUEI-ME A TI

Habituei-me ao teu toque
Ao teu beijo, ao teu falar
Pede-me um só desejo
E é só teu o meu olhar.

Habituei-me ao teu sorriso
Ao teu ser, à tua essência
Morro por ti, se for preciso
Minha vida, minha demência.

Habituei-me a partilhar
Cada momento contigo
E nesta escola do “saber amar”
O “eu” não existe, é um perigo.

Habituei-me ao teu silêncio
Aos teus olhos, que tortura!
Tenho medo que se te perder
Inconsciente me entregue à loucura.

IMPOSSÍVEL

É impossível sentir
Que sem te ter apelo à loucura
E mais impossível saber
Que me entrego a esta tortura.

É impossível viver dependente
Dos teus gestos, do teu respirar
Estou confusa, estou descrente
Do meu método de a vida levar.

Fizeste em mim o possível
Para me levar a acreditar
Que sou capaz do impossível
Que é esta enorme força de te amar.

MEU GUIA

És meu guia, és meu mapa
Não sei seguir sem te ver
Acolhe-me, leva-me assim
É bom ir a dois, sem perceber.

Minha meta foi destruída
Pelo meu medo e insegurança
Causei em mim “o estar perdida”
Perdi demais, até a esperança.

Por isso preciso de ti
Para me guiar nesta jornada
Sozinha sinto-me assim
Presa, fraca e amarrada.

Meu coração ganhou vida
Neste rumo lado a lado
E a minha alma ficou rendida

A ti meu guia, meu pecado.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

PARTIR

Sem sentido, sem noção
Resolvi partir sozinha
A ti peço meu perdão
Mas tua vida não é a minha.

Não consigo alcançar
A mão que alguém procura
Tenho medo de magoar
Quem me oferece tal ventura.

Vou partir, render-me ao céu
Sem regras, nem etiqueta
O sonho que comando é meu
Meu tesouro, minha silhueta.

Parti! Não vou voltar atrás
Meus pés não sabem retroceder
Muito menos marcha-atrás
Parti para poder viver.

ÉS MEU

Quando penso no que fiz
Para te chamar à atenção
Não sei como, sinto-me feliz
Deste vida ao meu coração.

Provocas em mim tal desejo
Que nem consigo respirar
Quero-te, mas não te vejo
Preciso-te para me guiar.

Sei que não dizes, por medo
Que sem mim já não podes passar
Pois vou-te contar um segredo
Isso chama-se Amor, saber amar.

ERGUER

Quebraste meu sonho real
Sem culpa, sem cuidado
Acabo por pensar que o mal
Viveu comigo disfarçado.

Vou erguer meu novo império
Não penses que morri rendida
Vou tomar-me mais a sério
Traçar meu rumo, não estou perdida.

Reparei que minha alma
Renasceu com esta dor
Transpareço beleza e calma
Fiquei vingada, meu amor.

ILUSÃO

Vivo iludida sem ti
Por compensar minha dor
Quando te tinha não vi
Que desabrochavas em mim o amor.

Vivo iludida, enganada
Meu coração nem desconfia
Que podendo ser amada
Eu vivo nesta agonia.

Esta ilusão que criei
Já não me deixa saber
Que foste quem mais amei
E a única razão de viver.

Não vou percorrer um caminho
Que não sabe guiar meu coração
Prefiro mantê-lo sozinho
Que continuar nesta ilusão.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

MÃE, NUNCA SABEMOS DE MAIS

Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber sorrir
Para te poderes alegrar
Que não basta saber sentir
Para enganares o olhar


Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber sofrer
Para poderes chorar
Que não basta saber gemer
Para poderes orar


Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber ferir
Para sentires a dor
E que não basta o querer dividir
Para sentires amor


Mas digo-te ó mãe querida
Que podes até ser doutorada
Nas amarguras da vida
Que vais continuar enganada
Por essas lágrimas que te deixam perdida

INGENUIDADE (POR TI)

Meus olhos vêm em ti
a continuação do meu ser
meu sonho não acaba aqui
nem minha vontade de viver.

Desarmas minhas barreiras por completo
sem esforço, nem receio
e ao sentir-me assim tão perto
fico rendida, solta sem freio.

Provocas em mim dependência
e um estado de ingenuidade
sinto em mim tua essência
e este efeito de felicidade.

Deixo-me levar, ser guiada
é mais fácil lutar assim
sabendo que ao ser amada

tu vais tomar conta de mim

SENTIDO (LEVASTE O MELHOR DE MIM)

Perdi o sentido da Vida
dum sentido que já não é meu
e sem ti me sinto perdida
nem me guiam as estrelas do céu.

Cada pedaço de mim
reclama o que de melhor levaste
não sei por que agiste assim
e porque o meu coração quebraste.

Meus pés não sabem continuar
um caminho que era a dois
paguei o preço por te amar
e fiquei sem antes nem depois.

Foste na direcção oposta
àquela que te indiquei
pensei que davas pelo engano
errei e fiquei sem resposta.

DEPENDENTE DE MIM

Sou dependente da minha ilusão
Da alegria que ela me traz
E o sangue que faz bater meu coração
Vai buscar nela a minha Paz.

Sou dependente do meu sorriso
Minha arma de defesa
E quando a batalha terminar
Vou permanecer ilesa.


Sou dependente do meu olhar
Pois meus olhos sabem de mais
Quando me encontro à deriva
Iluminam meu caminho para o cais.

Sou dependente de mim
Do meu ser, da minha essência
Meu Deus por que vivo assim
Neste sentido de dependência.

sábado, 26 de abril de 2008

A MINHA ALDEIA

Por esta rua de pedras
Mil tormentos já chorei
E cada uma conhece
O porquê e a quem amei.

Os ladrilhos desta casa
Conhecem-me melhor que ninguém
E juntos com a cancela da entrada
Sabem o valor que isso tem.

O rio ao fundo do quintal
Meu refúgio, minha fantasia
Vivi sempre à sombra do olival
Que estranha forma de vida vadia.

Ainda estou a amadurecer
Na eira da minha vizinha
Vivo a pensar em ti
Meu tesouro, aldeia minha.


NOSSA SRª DE FÁTIMA (A TI ROGO)

A Ti pedimos com fé e fervor
Que nos atendas nas aflições
A Ti pedimos com todo o amor
Que tragas paz para os nossos corações

Muito obrigado pelas noites calmas
E pelos dias que já lá vão
A Ti entregamos nossas almas
Que levam junto o nosso coração

Estás sempre disponível para ouvir
Não importa o dia nem a hora
Atendes sempre a quem Te pedir
A todos pelo mundo fora

Nossa Senhora de Fátima
Senhora de todos nós
És a Rainha do povo
És a alma da nossa voz

FALTAM-ME AS PALAVRAS

Faltam-me as palavras
Não sei o que dizer
Penso em ti cá dentro
Sinto-me a perder

Chamo-te no silêncio
Tua ausência é uma tortura
Ouvir tua voz é meu abrigo
Teu beijo uma loucura

Tens nos olhos o poder
De minha vida enfeitiçar
Quero da tua boca beber
Para um só coração ficar

Concede-me meu único desejo
Nem que seja pelo que já nos uniu
Oferece-me tua alma num só beijo
E a quem perguntar diz que fugiu

CORAGEM (ENFRENTAR O MEDO)

Quem me dera ser criança
P’ra voltar de novo a sonhar
Que no mundo ainda resta a esperança
E o verdadeiro sentido de amar

Ter nos olhos o segredo
Do porquê ou da razão
E para enfrentar meu maior medo
Levo a maior arma, meu coração

Sinto nas lágrimas que derramo
Um cheiro a maresia e a jasmim
E ao pensar naqueles que mais amo
Tenho a certeza que dou o melhor de mim


PARTIDA (SOLTASTE AS AMARRAS)

Foi por pensar que no meu mundo
Já tinhas teu lugar guardado
Que arrisquei tudo o que tinha
E perdi tudo, meu triste fado

Na ilusão do teu ser
Mil voltas dei a pensar
Por que me fazes sofrer
Se eu só vivo para te amar

Soltaste as amarras
Muito cedo sem saber
Afundaste minha alma
E toda a minha razão de viver

ILUDE-ME

Diz-me que o tempo não passa
Quando estás ao pé de mim
Mas por mais que diga ou faça
Sei que não é bem assim

Diz-me que o Sol não se põe
Só porque te vais embora
E que te posso chamar amor
Quando quero e a qualquer hora

Diz-me que partilhas minha dor
Para o meu coração não se afundar
Diz-me que vais ser o seu mentor
Para o resto da vida o guiar

Diz-me que quando me vires chorar
Não vais sentir pena de mim
Só vais minhas lágrimas enxugar
E deixar meu rosto mesmo assim

ARRISCAR

Queria gritar
Dizer sem falar
E tirar à sorte
No jogo da vida
Arriscar a morte
E não me sentir perdida

Caminhar no arame
Sem olhar para trás
Sentir-me ao alcance
De tudo, de nada, tanto faz

Pago p’ra ver
Arrisco o meu jogo
Viver faz-me bem
Ponho minhas mãos no fogo

LOUCURA E SEGREDO

Se eu soubesse o segredo
Do brilho do teu olhar
Vivia todos os dias
Só para o fazer brilhar.

Nas mãos tens o poder
De me fazer levitar
E no teu beijo o segredo
De à loucura me levar.

Fazes-me andar à toa
Sem estrada para seguir
Volto atrás no cruzamento
Mas é contigo que quero ir.

LINHAS DE AMOR

Em cima da mesa
Uma folha de papel
Vou-te escrever uma carta
Tão doce quanto mel.

Faltam-me as palavras
Para te poder explicar
Tudo o que me vai na alma
Quero dizer sem falar.

Começo com “Meu amor…”
Depois “és tudo para mim…”
Continuo a derreter-me
O pior vai ser no fim.

“Beijos amor sou só tua
És o meu sol, minha paixão
Manda-me resposta pela lua
Não faças esperar meu coração”.

O QUE ÉS PARA MIM

És o clip que me segura
Quando me sinto a cair
És o íman que me atrai para os teus braços
Donde não quero sair.

És a toalha que me seca
As lágrimas que vou chorar
És a janela que se abre
Quando preciso respirar.

És a luz que se acende
Para me guiar na escuridão
És o cofre que se tranca
Para não fugir meu coração.

QUAL O SENTIDO AFINAL

Nasci sem rumo, sem meta
Sem vocação
Sigo o caminho mais fácil
Por vezes em contra-mão.

Corro o deserto da vida
Sem sede nem calor
Crio minhas próprias miragens
Sem medo nem pudor.

Chego atrasado ao destino
Chegar a horas p’ra quê?
É como voar perdido
Um jornal que ninguém lê.

Minha vida não faz sentido
Se é para o ter, há solução
Agarro a seta do Cupido

E mudo o destino do meu coração

SEM TI (NÃO CONSIGO VIVER)

Não consigo tirar de dentro do peito
Tanta dor, tanto sofrimento
Quando partiste levaste o melhor de mim
Deixando-me neste tormento.

Saíste sem dizer adeus
Nem o porquê ou a razão
Não sabias que ao fechar a porta
Ias matar meu coração.

Vou alegar insanidade
Ao ser julgada pelo meu medo
E vou falar toda a verdade
És o meu ser, o meu segredo.

Sei que vou acordar um dia
E sentir bater dentro de mim
Meu coração vai estar de volta
Vou ser feliz, vais ver que sim.

QUERO DESABAFAR CONTIGO

Quem me dera poder gritar
Tudo o que me vai na alma
E poder contigo falar
Sozinha e com toda a calma.

Quem me dera sorrir por dentro
Para não me sentir chorar
E as mágoas as levarem o vento
Para bem longe na brisa do mar.

Quem me dera que ao olhar o céu
Uma estrela sorrisse para mim
Para eu saber que aquele caminho é meu
E vai lá estar sempre até ao fim.

SOZINHA NA NOITE

Na chuva que cai lá fora
Oiço gemidos de alguém
Nos relâmpagos oiço teus gritos
E cá dentro não oiço ninguém.

Caminho para junto da janela
Na esperança de te ver chegar
Mas de ti não tenho sinal
Nem sequer um simples respirar.

A tranca da porta quebrou
Bate agora ao sabor do vento
Tenho medo que não te deixe entrar
Que eu não te veja, nem por um momento.

Finalmente bates à porta
Que alívio ao te ver chegar
É tão bom estar contigo
É tão bom saber amar.

PAIXÃO EM TEUS OLHOS

No fundo dos teus olhos negros
Vejo uma luz que brilha sem parar
Reflecte tudo o que vejo
Um mundo, um sonho, um olhar.

Fixaste teus olhos negros
Em algo que não sei, nem vejo
Talvez num vazio de um sonho
Ou no recanto doce de um beijo.

Olhos negros que brilham sem dor
Como se chamassem por mim
Não os oiço, não os quero ouvir
Não te quero tão perto, só te quero assim.

Teus olhos negros enchem minha alma
E esvaziam o meu coração
Transformas meu dia em noite
E a noite numa doce e terna paixão.

SIMPLES TRANSEUNTES

Tento não prestar atenção
Àqueles que passam tão sós
Almas perdidas no tempo
Almas com tudo, almas sem voz.

Passam sem rumo, nem destino
Na estrada da vida dos outros
Voltam atrás e recomeçam
Outros ficam, mas são poucos.

Olham o chão e o céu
Sem nada pedirem em troca
Passo a passo seguem em frente
Sem sequer abrirem a boca.

São os simples transeuntes
Que vivem dos passos que dão
Caminham sem pressa e com vontade

Pisando cada pedaço de chão.

A NOSSA SEMANA

Na segunda acordo sem te ver
Que vontade de estar contigo
Peço ao vento que te traga
Que o nosso amor não corra perigo.

Na terça olho-te sem parar
O nosso amor é mesmo lindo
Espero um dia olhar-te eternamente
Sem ninguém, nem nada me impedindo.

Na quarta o teu sorriso mudou
Está mais leve e profundo
Será por me ter visto chegar
Ou estará apenas noutro mundo.

Na quinta meu sonho é outro
Nosso amor está bem melhor
Saímos sem rumo, nem tino
Partimos, quem sabe p’ra pior?

Na sexta as saudades são muitas
O aperto já bate mais forte
Meu coração salta ao te ver
Estás comigo, tenho tanta sorte.

Sábado e Domingo
Nosso amor foi de fim-de-semana
Voltará de novo na segunda
Voltará p’ra quem de verdade ama.

ENCONTRO COM O DESTINO

Ventos sopram sem sentido
Na noite que acaba de chegar
Folhas voam no passeio
Caídas da árvore do teu olhar.

Vou descendo pela rua
Sem rumo, nem ambição
Vou sentindo em cada passo
O bater do teu coração.

Ao subir pela avenida
Vejo-te ao longe a sorrir
Vou chegando ao meu destino

Vou sem medo, não quero partir

DÁ-TE A MIM

Dá-me um sorriso
Que eu te darei um olhar
Dá-me o teu coração
E eu te ensinarei a amar.

Dá-me a tua mão
Sem nada temer
Dá-ma sem hesitar
E eu te ensinarei a viver.

Dá-me o teu silêncio
Que eu te darei melodias
Vive sempre intensamente
Como se fosse o último dia.

Por fim
Não digas saudade
Dá-me antes apenas
A tua sincera amizade.

"MEU DEUS"

Estou a escrever-te meu Deus
Porque quero saldar minha conta
Já ultrapassei os meu dias
E a minha alma já está pronta

Quero liquidar minhas dívidas
Por mais simples que elas sejam
Para quando partir de viagem
Seja só eu que eles vejam

Manda-me logo que puderes
O meu extracto detalhado
Sei que não tenho cumprido
E até tenho falhado

Quando te enviar o pagamento
Mando-Te um pedido de desculpas
Pois só agora tive tempo
Para assumir todas as culpas

Vou estar preparada
Para quando vier o recibo
Porque não vou precisar de mais nada
Para poder ir ter Contigo

PORTUGAL

Portugal
Um sorriso num beijo
Um sonho, um desejo
Um pedaço de céu
Naquele que é meu
E de todo o maior,
No silêncio do mar
Ele é do melhor
Na arte de sonhar.

Portugal
É p’la tua bandeira
Que juro saudade
Honra e glória
Pela tua história
De sã liberdade.


Portugal
Um suspiro!
Um grito de dor
Meu amor
Porque tenho por ti
Tamanho respeito
E porque me deito
Sem querer sonhar
E ao acordar
Nem por bem nem por mal
Dou comigo à janela
A mirar Portugal!

O MAIS BELO DOS SENTIMENTOS

Amor
É quando te chamo sem sequer falar
E quando te sinto sem sequer te tocar

Amor,
É quando à noite ao olhar o céu
Oiço teus passos e sei que és meu

Amor,
É quando nossas mãos se tocam lentamente
E sei que teu coração vai estar sempre presente

Amor,
É quando te vejo me sinto renascer
Por saber que sem ti não poderia viver.

Amor,
É quando à noite os olhos eu fecho
Ver-te a meu lado sempre protector
E ao acordar sentir o teu beijo
E a tua voz a dizer “Bom dia Amor”.

Amor,
É quando o teu caminho se junta ao meu
Na encruzilhada do nosso sentimento
E juntos seguem a olhar o céu
Sabendo que o mais lindo é cada momento

MULHER

Mulher
É aquela que ao pegar o filho nos braços
Lhe sente os medos, os sonhos, os desabafos
Mulher
É aquela que enfrenta qualquer batalha
Sem questionar esforços, por pouco que valha
Mulher
É aquela que dá sem nada pedir
Por dentro a chorar, por fora a sorrir
Mulher
É aquela que ama sem qualquer barreira
E sem reclamar se dá por inteira
Mulher
É aquela que nos segura na mão
Quando é preciso guiar o nosso coração
Mulher
É luz, é brisa é saudade
Mulher
É silêncio, maresia é felicidade
Mulher
É tão-somente um ser divinal
Que tudo onde toca torna especial
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