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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

LINDO

É lindo quando o sol me vem dizer
Que eu ilumino mais que a sua luz
É lindo quando a chuva, sem esconder
Me diz que sou eu quem a seduz.

É lindo quando as rosas do jardim
Desabrocham só para me poder falar
E quando estão assim junto de mim
Dizem que o meu sorriso as faz corar.

É lindo quando a noite ao cair
Junta três estrelas na minha direcção
Diz que não há melhor para me definir
Que a sensibilidade, a força e a dedicação.

É lindo quando perco a noção
Do que lindo pode parecer
Mas não há mais lindo que sentir o coração
Bater cá dentro, por tão lindo já ele ser.

DESABAFO

Na penumbra do silêncio
Oiço teu jeito mordaz
E nas entranhas que sinto cá dentro
Não oiço nada, tanto faz.

Triste sina esta a que me dou
Sem lutar, gemer ou negar
Insisto em não saber quem sou
Por ter medo de já me saber cuidar.

Resigno-me com as desventuras
De quem não luta por ter perdido
Pois uma batalha só está ganha
Quando a guerra deixa de fazer sentido.

Precários, hipócritas e hostis
Aqueles que se deixam ser levados
Pensam que ao viverem tão subtis
A vida não lhes tem os açaimes preparados.

Raiva! Sinto raiva de quem crê
Que no futuro está o melhor que existe
Não sabem que o passado que ninguém vê
Está sempre na origem, é o que persiste.

PRÍNCIPE

Fazes-me andar indiferente
Àquelas coisas banais
E quando estamos frente a frente
Sou só tua, nada mais.

És meu príncipe encantado
Neste conto de ilusão
És meu destino, está traçado
E é só teu meu coração.

Perco meus sentidos contigo
Renasço a cada beijo teu
Acredita quando digo:
“és a estrela do meu céu.”

Meus lábios só ganham vida
Quando nos teus podem tocar
E neste beijo perdida
Dou-me a ti, por te amar.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

ESTA DOR

Esta dor que me consome
Me devora e me tortura
Foste tu que a causaste
E há-de levar-me à loucura.

Meus dias são infindáveis
Como estas lágrimas que derramo
Meu coração foi posto à prova
Por aquele que mais amo.

Estou a morrer por dentro
E cada dia é pior
Já não te sinto tão perto
Estou a perder-te, Amor.

Já não sei o que fazer
Sinto-me dividida
Não sei se me deixe morrer
Ou se lute por ti, minha vida.

A MINHA HISTÓRIA DE AMOR

A mais bela história de amor
Poderia ter sido a minha
Mas não sabias, meu mentor
Que eu não sei seguir sozinha

Precisei de um apoio
De um silêncio, de um segredo
Precisei crescer por dentro
Mas precisava não ter medo.

Percorri o trilho devagar
Cada passo era uma vitória
Sem receio, deixei-me levar
Tenho que viver a minha história.

Meu paraíso secreto
Minha metade, minha vida
Meu ser sem ti não está completo
Já não me tenho, fiquei rendida.

domingo, 11 de maio de 2008

HABITUEI-ME A TI

Habituei-me ao teu toque
Ao teu beijo, ao teu falar
Pede-me um só desejo
E é só teu o meu olhar.

Habituei-me ao teu sorriso
Ao teu ser, à tua essência
Morro por ti, se for preciso
Minha vida, minha demência.

Habituei-me a partilhar
Cada momento contigo
E nesta escola do “saber amar”
O “eu” não existe, é um perigo.

Habituei-me ao teu silêncio
Aos teus olhos, que tortura!
Tenho medo que se te perder
Inconsciente me entregue à loucura.

IMPOSSÍVEL

É impossível sentir
Que sem te ter apelo à loucura
E mais impossível saber
Que me entrego a esta tortura.

É impossível viver dependente
Dos teus gestos, do teu respirar
Estou confusa, estou descrente
Do meu método de a vida levar.

Fizeste em mim o possível
Para me levar a acreditar
Que sou capaz do impossível
Que é esta enorme força de te amar.

MEU GUIA

És meu guia, és meu mapa
Não sei seguir sem te ver
Acolhe-me, leva-me assim
É bom ir a dois, sem perceber.

Minha meta foi destruída
Pelo meu medo e insegurança
Causei em mim “o estar perdida”
Perdi demais, até a esperança.

Por isso preciso de ti
Para me guiar nesta jornada
Sozinha sinto-me assim
Presa, fraca e amarrada.

Meu coração ganhou vida
Neste rumo lado a lado
E a minha alma ficou rendida

A ti meu guia, meu pecado.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

PARTIR

Sem sentido, sem noção
Resolvi partir sozinha
A ti peço meu perdão
Mas tua vida não é a minha.

Não consigo alcançar
A mão que alguém procura
Tenho medo de magoar
Quem me oferece tal ventura.

Vou partir, render-me ao céu
Sem regras, nem etiqueta
O sonho que comando é meu
Meu tesouro, minha silhueta.

Parti! Não vou voltar atrás
Meus pés não sabem retroceder
Muito menos marcha-atrás
Parti para poder viver.

ÉS MEU

Quando penso no que fiz
Para te chamar à atenção
Não sei como, sinto-me feliz
Deste vida ao meu coração.

Provocas em mim tal desejo
Que nem consigo respirar
Quero-te, mas não te vejo
Preciso-te para me guiar.

Sei que não dizes, por medo
Que sem mim já não podes passar
Pois vou-te contar um segredo
Isso chama-se Amor, saber amar.

ERGUER

Quebraste meu sonho real
Sem culpa, sem cuidado
Acabo por pensar que o mal
Viveu comigo disfarçado.

Vou erguer meu novo império
Não penses que morri rendida
Vou tomar-me mais a sério
Traçar meu rumo, não estou perdida.

Reparei que minha alma
Renasceu com esta dor
Transpareço beleza e calma
Fiquei vingada, meu amor.

ILUSÃO

Vivo iludida sem ti
Por compensar minha dor
Quando te tinha não vi
Que desabrochavas em mim o amor.

Vivo iludida, enganada
Meu coração nem desconfia
Que podendo ser amada
Eu vivo nesta agonia.

Esta ilusão que criei
Já não me deixa saber
Que foste quem mais amei
E a única razão de viver.

Não vou percorrer um caminho
Que não sabe guiar meu coração
Prefiro mantê-lo sozinho
Que continuar nesta ilusão.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

MÃE, NUNCA SABEMOS DE MAIS

Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber sorrir
Para te poderes alegrar
Que não basta saber sentir
Para enganares o olhar


Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber sofrer
Para poderes chorar
Que não basta saber gemer
Para poderes orar


Quero dizer-te ó mãe querida
Que não basta saber ferir
Para sentires a dor
E que não basta o querer dividir
Para sentires amor


Mas digo-te ó mãe querida
Que podes até ser doutorada
Nas amarguras da vida
Que vais continuar enganada
Por essas lágrimas que te deixam perdida

INGENUIDADE (POR TI)

Meus olhos vêm em ti
a continuação do meu ser
meu sonho não acaba aqui
nem minha vontade de viver.

Desarmas minhas barreiras por completo
sem esforço, nem receio
e ao sentir-me assim tão perto
fico rendida, solta sem freio.

Provocas em mim dependência
e um estado de ingenuidade
sinto em mim tua essência
e este efeito de felicidade.

Deixo-me levar, ser guiada
é mais fácil lutar assim
sabendo que ao ser amada

tu vais tomar conta de mim

SENTIDO (LEVASTE O MELHOR DE MIM)

Perdi o sentido da Vida
dum sentido que já não é meu
e sem ti me sinto perdida
nem me guiam as estrelas do céu.

Cada pedaço de mim
reclama o que de melhor levaste
não sei por que agiste assim
e porque o meu coração quebraste.

Meus pés não sabem continuar
um caminho que era a dois
paguei o preço por te amar
e fiquei sem antes nem depois.

Foste na direcção oposta
àquela que te indiquei
pensei que davas pelo engano
errei e fiquei sem resposta.

DEPENDENTE DE MIM

Sou dependente da minha ilusão
Da alegria que ela me traz
E o sangue que faz bater meu coração
Vai buscar nela a minha Paz.

Sou dependente do meu sorriso
Minha arma de defesa
E quando a batalha terminar
Vou permanecer ilesa.


Sou dependente do meu olhar
Pois meus olhos sabem de mais
Quando me encontro à deriva
Iluminam meu caminho para o cais.

Sou dependente de mim
Do meu ser, da minha essência
Meu Deus por que vivo assim
Neste sentido de dependência.