AVISO

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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010



Junto as mãos ao coração
E fixo meus olhos no Teu olhar
Em silêncio agradeço pela Tua mão
Me ter levado em paz a caminhar

Santa Eufêmia milagrosa
Mãe de quem não quer perder a esperança
Obrigada pela Tua alma bondosa
Tua ajuda é pura como uma criança

Peço-Te que atendas eternamente
A quem por Ti chama em aflição
Acredita que a quem atenderes
Para sempre Terás a sua gratidão

segunda-feira, 15 de novembro de 2010



Propus-me a escalar a minha vida,
Mochila às costas, decidida!
No começo, o medo quis-me acompanhar,
Mas não levo penduras p’ra nenhum lugar.
A primeira subida foi mais complicada,
Mas tomando-lhe o jeito, é melhor que a estrada.
O cansaço apareceu e fiz uma pequena paragem.
Precisava respirar fundo e ganhar mais coragem.
Continuei a subir e olhei em volta
Não fosse alguma pedra estar solta.
Eu lá ia subindo sem reclamar
Mesmo estando farta de tanto andar.
Mas eu é que quis me dar a este trabalho,
Afinal de contas, quero saber quanto valho!
Ouvi umas vozes, vindas do nada
A deitar-me a baixo, a darem-me por derrotada.
Foi então que reconheci essa gentalha,
Almas vazias, que se inundam em tralha.
E ainda com mais vontade e determinação
Segui pelo caminho onde me leva o coração.
A certa altura questionei o meu itinerário...
Se não estaria a ver o mapa ao contrário?
É que não havia meio de ver a chegada,
E já ia tão longe a minha escalada!
De repente, do céu que me cobria,
Alguém me falou e assim dizia:
“Não queiras percorrer de debandada
Uma vida que ainda não está acabada.
Descansa, aproveita e dá valor
Ao que até agora te dei com tanto amor.”
Poisei a mochila e fiquei assim,
Em agradecimento de quem vive para mim.
A escalada não ficou completa,
Porque, na verdade, não havia meta.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010



Pusemos as castanhas a assar
E rodeamos a lareira
O tempo levamo-lo a conversar
Acompanhado com o fruto da videira

Amigos, compadres e camaradas
Que revivem os momentos de glória
Companheiros que no fundo não sabem mais nada
Do que viverem os dias por mais uma história

Castanhas assadas, desejo vencido
O tempo vai lembrando as obrigações
Fica um cheirinho ao passado perdido
Resta o que levamos nos corações

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

VOCAÇÃO


Tentamos viver o que sonhamos
Porque os sonhos vencem a ilusão
Vivemos pelo que acreditamos
Porque da fé nasce a vocação

Quando damos um passo em frente
Deixamos duas marcas na estrada
Porque quando nos entregamos ao Criador
A nossa alma já não caminha isolada

Deus concedeu-nos a vida
E o direito de sermos felizes em liberdade
Se nos soubermos rodear de bons mentores
Aos poucos encontramos a felicidade

(este poema foi feito para o Padre José António, aquando da sua primeira missa realizada na Igreja Matriz de Águeda)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

AMIGO

Penedos - Arrancada em 1945 - Grupo de amigos
(em cima da esquerda para a direita: José Gomes e Joaquim Matos; em baixo da esquerda para a direita: Eduardo Almeida e António Tavares, todos residentes em Arrancada do Vouga)


Aquele que nos limpa as lágrimas
Aquele que chora connosco se for preciso
Aquele que nos apoia incondicionalmente
Aquele a quem chamamos Amigo

Mesmo que não esteja por perto
Move montanhas p'ra nos ajudar
Mesmo que não nos faça sorrir
Move cascatas p'ra connosco chorar

Irmão de amor, paz e felicidade
Incapaz de nos fazer sofrer
Irmão de uma vida de amizade
Impossível sem ti saber viver

Grande apoio nos momentos de fraqueza
Gerindo com cuidado os sentimentos
Grande amigo com toda e qualquer certeza
Garantindo sempre em nós os bons momentos

Oro por ti incessantemente
Olho por ti diariamente
Observo cada detalhe contigo
Onda do meu mar, meu Amigo
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