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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010



Ano novo, novas lutas
Ano novo, os mesmos ideais
Ano novo, novas disputas
Ano novo, querendo sempre mais.

Se quer entrar com o pé direito
Como tanta gente diz
Cuidado se não o faz com jeito
Pode ter um momento infeliz.

Que o novo ano seja tal e qual
O que nos acaba de deixar
Confesso que soa menos mal
Que exigir o melhor que tem para dar.

Ano novo, um sonho crescente
De momentos de pura alegria
Ano novo, um desejo pendente
De viver do modo que se queria.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010



Certa noite, já altas horas
Alguém gritava por mim
Com preguiça e sem vontade
Fui ver quem me chamava assim

Fui espreitar pela janela
“Mas quem é que me chama?”
Nada vi, ninguém ouvi
“Mas quem raio me tirou da cama?”

Bateram à porta pausadamente
Sem uma palavra se ouvir
“Então vai dizer quem é?”
“Ou vou voltar a dormir?”

Se soubesse não tinha perguntado
Quem comigo queria falar
Pois quando soube quem do outro lado falava
Senti o corpo todo a gelar

“É o Diabo quem vem falar contigo
Tenho uma proposta a te fazer
Estou interessado na tua alma
Por um acaso não a queres vender?”

“Olha podes ir por onde vieste
Aqui não há comércio aberto
Ias ter tantos ouvintes
Como água no deserto”

Ouvi um pequeno rosnar
E percebi que lentamente se afastava
Devia ser do peso do rabo entre as pernas
E da derrota que consigo levava

Que bom foi voltar a adormecer
Com a minha alma juntinha a mim
Há-de sempre me acompanhar
No bem, no mal, até ao fim

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nossa Senhora da Conceição
Mãe do Salvador da humanidade
Te oferecemos o nosso coração
Recebe-o como prova de humildade

Protege, guia e zela
O reino que a Ti foi confiado
Ameniza os caminhos mais sinuosos
E cobre com Teu manto o mais desamparado

Virgem Imaculada sem mancha
Teu dia é Festa Universal
Rainha de um povo que te venera
Te louvamos Padroeira de Portugal

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Hoje vou voltar atrás no tempo
Onde tudo era motivo para sonhar
Vou fazer um papagaio de papel
E levá-lo com todo o gosto a voar

Na cauda coloco laços de esperança
Da cor azul, como o céu que o vai receber
Na vontade vai um sonho de criança
Papagaio de papel deixa-me aprender

Como é tão bom sentir esta liberdade
De comandar o meu papagaio de ilusão
Saber que o seu voo tão altivo
É guiado pela saudade que enche o meu coração

Papagaio de papel
Cheio de cores da minha infância
Leva-me contigo pelo céu
Vamos brincar, para acalmar a minha ânsia
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