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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Outono


(imagem retirada da internet)


As folhas começam a cair
O seu tempo já terminou
É o outono que começa a fluir
É o frio a dizer que já chegou

As cores agora são outras
Entre laranjas e avermelhados
Os dias são mais pequenos
E os agasalhos mais pesados

As frutas estão em alta
E a variedade é muito maior
São um presente da natureza
Todos estes sabores multicor

É uma estação de transição
Acompanhada de mudanças e nostalgia
É tempo de pensar em renovação
Outono é o silêncio da magia.



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A sorte sou EU

(imagem retirada da internet)


Nos segredos do silêncio
Guardei a minha sorte
O meu desejo
Minha vontade
Pois não conheço melhor forte
P’ra guardar a felicidade

Percebi no teu sorriso
Que o olhar não se padece
Quando na voz é preciso
Suplicar com uma prece

Quando me chamas amor
Não tens alma
Garra nem loucura
Imitas as frases banais
Que trazem o amor de pendura

Descobri que a sorte sou eu
Com conquistas, derrotas
Amores e desamores
Sou um pacote completo
De alma sã
E muitas dores

Quando olhares para trás
P´ra procurar mais um abrigo
Meus olhos não vais encontrar
Porque já não preciso
De viver sob um comando
Que de vez em quando
Prefere fazer sofrer
Alguém que por insegurança
Fazia desse amor vazio
A sua razão de viver

sábado, 12 de setembro de 2015

Dou graças...

(imagem retirada da internet)

Dou graças pelo sol de cada manhã,
pelo corpo e alma sã.
Dou graças pelo alimento diário,
pelo conforto do meu breviário.
Dou graças pelo meu lar,
pelas paredes difíceis de abalar.
Dou graças pela Família unida,
pela protecção, sem peso nem medida.
Dou graças pelos dias de chuva,
pela subsistência do fruto da uva.
Dou graças pelo meu trabalho,
por nunca me faltar agasalho.
Dou graças por cada sorriso,
pela esperança do regresso ao paraíso.
Dou graças pela salubridade,
por saber o valor da sinceridade.
Dou graças por cada dia que chega ao fim,
por saber que me acompanha o meu querubim.
Dou graças a quem graças me concede

Dou graças Aquele que nada me pede.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A minha pequena janela

(imagem retirada da internet)

Da minha pequena janela
Simples e singela
Vejo flores da cor rosa pastel
Da minha pequena janela
Sinto o cheiro a canela
E a torradas com mel

Junto à minha janela
Como uma sentinela
Vejo o mundo de outra maneira
Junto à minha janela
Sinto-me como numa caravela
Que navega sem barreira

A minha pequena janela
Qual ilustre donzela
Ilumina todo o meu lar
A minha pequena janela
Será a minha cartela
Quando o meu fim chegar.

sábado, 5 de setembro de 2015

Em memória do Lucas

A tua partida foi prematura
Deixando à escura
A alegria do teu olhar
A dor é muito recente
Já não estás mais presente
E o tempo ainda não ajuda a curar.

Deixaste em nós o teu sorriso
E o brilho de ser criança
Levaste apenas o que foi preciso
Ficou a obrigação de crescer à tua semelhança.

Na tua tão curta existência
De sincera e pura essência
Ensinaste-nos o amor incondicional
Habitas agora na tua última morada
Já não percorres a nossa estrada
Regressaste ao exército angelical.

Ficam as lembranças de um menino feliz
E a certeza de nos voltarmos e encontrar
Fica a felicidade que nos ensinou um petiz
E a coragem de quem em tenra idade aceitou embarcar.



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Vou e não vou

(imagem retirada da internet)

Vou enganar a saudade
Dizer que não sinto falta
E vou mentir p’ra verdade
Que o meu coração já não salta
Quando te vejo passar,
E esboçar um sorriso
Maior que as ondas do mar
Que me faz perder o juízo.

Vou deixar secar
As rosas do meu jardim
Os cravos da minha varanda
E da janela o alecrim.

Vou trocar as voltas
À rotina do meu amor
Trocar o dia e a noite
O frio e o calor.

Vou abrir todas as portas
E perder as chaves sem querer
Porque este diz que é viver
Já não me seduz
E nem me traz essa luz
Que me devia abrigar
Do meu medo do escuro
E me devia ensinar
Que não é mais seguro
Depender de alguém
Que só nos bate à porta
Quando a preguiça não tem
Sinais de vida, está morta.

Já dei a volta por cima
A este vou e não vou
E o sabor a limão e lima
Que tanto amargou
Já foi para a sucata
P’ra enganar mais um tolo
Que um belo ferro é prata.
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